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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mulher no banheiro público

Há muito tempo eu já havia recebido essa mensagem. Hoje ela retornou à tela do meu computador, via Facebook, então resolvi publicar essa dica I-M-P-O-R-T-A-N-T-Í-S-S-I-M-A esclarecedora do motivo pelo qual as mulheres querem sempre estar acompanhadas no banheiro. Não vamos esquecer a velha senha "vê se está marcando", que só nós, mulheres, sabemos o que significa.

"O grande segredo de todas as mulheres com relação aos banheiros é que quando pequenas, quem as levava ao banheiro era sua mãe. Ela ensinava a limpar o assento com papel higiênico e cuidadosamente colocava tiras de papel no perímetro do vaso e instruía: "Nunca, nunca sente em um banheiro público". E, em seguida, mostrava "a posição", que consiste em se equilibrar sobre o vaso numa posição de sentar sem que, no entanto, o corpo não entre em contato com o vaso.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá nos acompanhar por toda a vida. No entanto, ainda hoje, em nossa vida adulta, "a posição" é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está estourando.
Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Brad Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de "estou me mijando".
Finalmente chega a sua vez, isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar. Você, então verifica cada cubículo por baixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados. É sempre assim. Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo. Você entra e percebe que o trinco não funciona. Ele nunca funciona. Você então pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área. O chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais não usa, mas que guarda porque nunca se sabe.
Mas, voltando à porta... Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca "na posição".
Alívio... AAhhhhhh... Finalmente!
Nessa hora os músculos começam a tremer. Você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço. Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça "jamais sente em um banheiro público!" e, assim, você mantém "a posição" com o tremor nas pernas. E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias! Por sorte, não molha os sapatos.
Adotar "a posição" requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, puuuuta que o pariuuuu! O rolo está vazio. Isso sempre acontece. Então você pede aos céus para que, nos 5kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção. E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPAAADOOOO! Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abri-la novamente (nisso, nós mulheres nos respeitamos muito) e você pode procurar teu lenço sem angústia. Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas.
Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo. É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar da porrada que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas.
A lembrança de tua mãe, que estaria morrendo de vergonha se te visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, "você não sabe que doenças você pode pegar ali".
Nessa hora você está exausta. Ao ficar de pé você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça! Então, vai a pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão. Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água.
O secador? Você nem usa. É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.
Finalmente você sai do inferno. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, e te deixou com a bunda à mostra!
Nesse momento, você vê o teu carinha que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você.
"Por que você demorou tanto?" — pergunta o idiota.
Você se limita a responder: "A fila estava enorme"
E esta é a razão porque as mulheres vão ao banheiro em grupo! Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter "a posição" e a dignidade."

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Culturais

Quantos paraenses são necessários para trocar uma lâmpada?

Resposta: Quinze.

Um para trazer o jambu

Outro para fazer o tucupi

Outro para matar o pato

Onze para comerem o almoço e o décimo quinto para ligar para a Fafá de Belém e perguntar se ela conhece alguém que entende de eletricidade.


Retirado de Procura Paidégua, concorrente a Blog Revelação.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O que fazer no próximo apagão

Um homem prevenido vale por dois. Quando nos multiplicamos em perfis e funções na vida virtual da internet, ser previnido pode significar muito mais do que quiseram dizer nossos bisavós com essa frase.

Passamos há poucas horas por um momento histórico em que se disse tudo. Uma síndrome apocalíptica tomou conta de todos que estavam na internet. Quantos milhões de trabalhos inadiáveis foram adiados. Quantos putaquiopariu não foram ditos, em coro quase uníssono...

Muito foi dito e nada ficará muito claro, como é esperado no caso de uma pane tão grande no sistema de abastecimento de energia elétrica. Muitos disseram ser um viral de lançamento do filme apocalíptico 2012, que será lançado na próxima sexta-feira 13. Teorias conspiratórias, revival dos tempos do apagão do Fernando Henrique, e até a hipótese de interferência de Madonna e seu affair Jesus Luz, que estão no Brasil, foram cogitadas.

Nas rodas do Twitter muito foi dito e descrito, especialmente relatos em contagem regressiva do fim da bateria de celulares e laptops. Também conseguirmos vivenciar momentos históricos, como Rosana Hermann ficando off-line por volta das 23 horas de ontem, horário de Brasília! Disseram também que Marcelo Tas é tão poderoso no cybermeio que contratou hackers para promoverem esse apagão, só para ele pudesse apagar as velinhas...
Outra hipótese levantada tinha que envolver futebol, é claro! Quer dizer, escuro, o fundo do poço... a saída do Fluminense e Santo André do fim da tabela do campeonato brasileiro fizeram os times do Nordeste ficar com a lanterna... deu no que deu!

Houve cobertura jornalística de primeira qualidade, mostrando enfim para que serve a tuitosfera brasileira! O Brasil mostrando a sua cara para o resto do mundo, mas que ninguém viu por causa do escuro...

Uma campanha solidária já estava sendo feita pelo povo do Norte e Nordeste do Brasil para socorrer os atingidos pelo apagão, com a coleta de fósforos, velas e lanternas. Mas havia algum orgulho nisso: pela primeira vez na história do Brasil os nortistas e nordestinos estavam sendo alvo de inveja do restante dos brasileiros!

No céu dos personagens fakes do Twitter, São Tomé pensou que Deus estava criando um Universo paralelo, por ter ouvido O Criador falar "Fiat Lux"... enfim.


Como tudo na vida nos serve de lição e aprendizado, seguem aqui algumas considerações para que você esteja previnido no próximo apagão.
  • Velas, muitas velas: senão para iluminar, para rezar para os santos de devoção, para que não entre um assaltante em casa.
  • Seja criativo: tudo na vida são oportunidades. Hoje, no day-after do ocorrido, o must são essas camisetas!
  • Não se sinta excluído: muitas pessoas entraram em depressão essa noite porque não tinham o que comentar sobre suas experiências com o apagão. Não se preocupe. Outros apagões virão!
  • Para os homens: mije sentado (dica de São Pedro).
  • Não pague mico: não diga a todo mundo "aqui em casa também está sem luz" antes de ter certeza que a sua conta está paga. Ontem algumas pessoas no bairro do Jurunas e Terra Firme disseram que estavam no escuro! Entendam: não existe linhão exclusivo da hidrelétrica de Itaipu para o bairro do Jurunas, como bem lembrou Pedrox!
  • Pergunte antes de agir: principalmente se você é estagiário novo no serviço. Dizem que a culpa do apagão foi de um estagiário que levou ao pé da letra o comando da chefia técnica que disse "fique até mais tarde e apague tudo antes de sair".
  • Valorize as lições do passado: é sempre bom, por exemplo, ter um radinho de pilha em casa...
  • Tenha sempre dois no-breaks em casa: não ligue se te chamarem de neurótico. Vi vidas sendo salvas da esquizofrenia por causa disso essa noite...
  • Mantenha todos os celulares carregados: até aquele tijolão que sequer aceita chip! Você não vai poder acessar a internet, mas vai poder pedir informação por SMS.
  • Mantenha contato: via Twitter, MSN, SMS... qualquer coisa que possa provar, após nove meses, que aquele bebê não é seu.
  • Relaxa e aproveita: esqueça quase tudo acima, arranje uma boa companhia para ouvir rádio de pilha a luz de velas e curta a noite.
Todos nós sabemos que o apagão começou no Paraguai. Mais uma merda que veio de lá...